Bahia

Acarajé – Salvador – Bahia
http://www.embratur.gov.br/site/br/galeria_multimidia/lista.php?pagina=2&estados=5&cidades=0

História

Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia começou a ser povoada em 1534. Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral, fundou Salvador, que se tornou a primeira capital do país em 1549, sendo por muitos anos a maior cidade das Américas. Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.
O território original da Bahia compreendia a margem direita do rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d’Ávila, respectivamente – promotores da ocupação de seu território.

Antigo Palácio do Governo do Estado. É vísivel a riqueza do periodo.O território original da Bahia compreendia a margem direita do rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d’Ávila, respectivamente – promotores da ocupação de seu território.

Invasão holandesa
Ingleses e holandeses atacaram a Bahia no século XVII. Salvador chegou a ficar sob domínio holandês entre 1624 e 1625, mas foi retomada pelos portugueses. Os holandeses chegaram à capital baiana com inúmeras embarcações e mais de 3600 soldados. Salvador, que não recebeu reforço, tinha apenas 80 militares, que debandaram com a maioria da população na iminência do ataque. Os holandeses chegaram à praça deserta, exceto pelo governador, que segurava a espada em riste prometendo defender a cidade até a morte. Foi detido.

Conjuração Baiana
Em 1798 foi cenário da Conjuração Baiana, que propunha a formação da República Bahiense – movimento pouco difundido, mas com repressão superior àquela da Inconfidência Mineira: seus líderes eram negros instruídos (os alfaiates João de Deus, Manuel Faustino dos Santos Lira e os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens) associados a uma elite liberal (Cipriano Barata, Moniz Barreto e Aguilar Pantoja), mas só os populares foram executados, mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de novembro de 1799.

Independência
Mesmo após a declaração de independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas, até à rendição destes, ocorrida no dia 2 de julho de 1823. Por essa razão a data é comemorada pelos baianos como o Dia da Independência da Bahia.

Outras revoltas
Com a independência do Brasil, os baianos exigiram maior autonomia e destaque. Como a resposta foi negativa, organizaram levantes armados que foram sufocados pelo governo central.
Em 1834, a Bahia foi palco da revolta dos malês (como eram conhecidos os escravos africanos islamizados), tida como a maior revolta escrava da história do Brasil.
Com a República ocorreram outros incidentes políticos importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de Salvador, em 1912.
A Bahia contribuiu ativamente para a história brasileira, e muitos expoentes baianos constituem nomes de proa na política, cultura e ciência do país.

Geografia

A Bahia é o quinto estado do país em extensão territorial e equivale a 36,3% da área total do Nordeste brasileiro e 6,64% do território nacional. Da área de 564.692,67 km², cerca de 68,7% encontram-se na região do semi-árido, enquanto o litoral sendo o maior do Brasil, mede 1.183 km, abriga muitos tipos de ecossistemas, favorecendo a atividade turística por sua rara beleza.

Relevo

Com 561.026 km² situados na fachada atlântica do Brasil, o relevo é caracterizado pela presença de planícies, planaltos, e depressões. Marcado pelas altitudes não muito altas, o ponto mais alto da Bahia é representado pelo pico das Almas, situado na serra das Almas, com cerca de 1.958 metros. Chapadões e as chapadas presentes no relevo mostram que a erosão trabalhou em busca de formas tabulares.

Os planaltos ocupam quase todo o estado, apresentando uma série de patamares, por onde cruzam rios vindos da Chapada Diamantina, da a serra do Espinhaço, que nasce no centro de Minas Gerais, indo até o norte do estado, e a própria Chapada Diamantina, de formato tabular, marcando seus limites a norte e a leste. O planalto semi-árido, localizado no sertão nordestino, caracterizado por baixas altitudes.

Os planaltos ocupam quase todo o estado, apresentando uma série de patamares, por onde cruzam rios vindos da Chapada Diamantina, da serra do Espinhaço, que nasce no centro de Minas Gerais, indo até o norte do estado, e a própria Chapada Diamantina, de formato tabular, marcando seus limites a norte e a leste. O planalto semi-árido, localizado no sertão nordestino, caracterizado por baixas altitudes.

Morro de Pai Inácio, Chapada Diamantina, Bahia.As planícies estão situadas na região litorânea, onde a altitude não ultrapassa os 200 metros. Ali, surgem praias, dunas, restingas e até pântanos. Quanto mais se anda rumo ao interior, mais surgem terrenos com solos relativamente férteis, onde aparecem colinas que se estendem até o oceano.

As planícies estão situadas na região litorânea, onde a altitude não ultrapassa os 200 metros. Ali, surgem praias, dunas, restingas e até pântanos. Quanto mais se anda rumo ao interior, mais surgem terrenos com solos relativamente férteis, onde aparecem colinas que se estendem até o oceano.

Um conjunto de chapadões situados a oeste recebe, na altura do estado, o nome de Espigão Mestre.

As planícies aluviais se formam a partir dos rios Paraguaçu, Jequitinhonha, Itapicuri, de Contas, e Mucuri, que descem da região de planalto, enquanto o rio São Francisco atua na formação do vale do São Francisco, onde o solo apresenta formação calcária.

Altitudes e Pontos extremos

Assim como todo o território brasileiro, as altitudes da Bahia são modestas, de modo geral. O território baiano possui uma elevação relativa, já que 90% de sua área está acima de 200 metros em relação ao nível do mar.

Com a República ocorreram outros incidentes políticos importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de Salvador, em 1912.
A Bahia contribuiu ativamente para a história brasileira, e muitos expoentes baianos constituem nomes de proa na política, cultura e ciência do país.

Os pontos mais elevados (culminantes) na Bahia são o Pico do Barbado, com 2.033,3 metros, localizado na Serra dos Barbados, entre os municípios de Abaíra e Rio do Pires e o Pico das Almas, com 1.836 metros, localizado entre os municípios de Érico Cardoso, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas, na Serra das Almas.

Ao norte, o limite é o rio São Francisco, no município de Curaçá, divisa com Pernambuco. Sendo a latitude 8º 32′ 00″ e a longitude 39º 22′ 49″.
Ao sul, o limite extremo é a Barra do Riacho Doce, no município de Mucuri, na divisa com o Espírito Santo. Sendo a latitude 18º 20′ 07″ e a longitude 39º 39′ 48″.

No leste, o ponto extremo é a Barra do Rio Real, no município de Jandaíra, na divisa com o Oceano Atlântico. Sendo a latitude 11º 27′ 07″ e a longitude 37º 20′ 37″.

O ponto extremo do oeste é o divisor de águas, no município de Formosa do Rio Preto, divisa com o Tocantins. Sendo a latitude 11º 17′ 21″ e a longitude 46º 36′ 59″.

Clima

O clima tropical predomina em toda a Bahia, apresentando dinstinções apenas quanto aos índices de precipitação em cada uma das diferentes regiões.

Vegetação

Possui três tipos variados de vegetação, sendo a caatinga predominante sobre a floresta tropical úmida e o cerrado.

A caatinga se localiza em toda a região norte, na área da depressão do São Francisco, e na serra do Espinhaço, deixando para o cerrado apenas a parte ocidental, e para a floresta tropical úmida, o sudeste. No interior as estações de seca são mais marcantes, com exceção para região do vale do rio São Francisco. Na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis. Os índices pluviométricos no sertão são bastantes baixos, podendo não chegar aos 500mm anuais. Ali ocorrem comumente longos períodos de seca.

Hidrografia

O principal rio é o São Francisco, que corta o estado na direção sul-norte. Com importância sinônima, os rios Paraguaçu, o maior rio genuinamente baiano, e o de Contas, que somam-se os rios Jequitinhonha, Itapicuru, Capivari, Rio Grande, entre outros.

Litoral

É o estado brasileiro com o maior litoral. Possuindo famosas e belas praias, como a praia de Itapuã, diversas vezes homenageada em músicas e poesias.

No litoral e na região de Ilhéus, a umidade é maior, e os índices de chuvas podem ultrapassar os 1.500 mm anuais.

Ecologia

Foram criadas 36 Áreas de Proteção Ambiental (APAs), totalizando 128 Unidades de Conservação cadastradas no estado, instituídas por decretos e portarias federais, estaduais e municipais. A incidência das APAs se deve a sua adequação e orientação às atividades humanas sendo mais flexíveis. Considerando os diferentes biomas, cerrado, caatinga e floresta (Mata Atlântica), constata-se que com maior percentual de Unidades de Conservação encontra-se em áreas de florestas devido à sua fragmentação e estado de degradação. As Reservas Particulares surgem como opção de preservação totalizando 46 unidades.

Como em todo o Brasil, na Bahia também existem áreas de preservação e conservação protegidas por lei, conhecidas como parques estaduais e nacionais. Abaixo estão listados os paques localizados na Bahia.

Parques nacionais
- dos Abrolhos
- da Chapada Diamantina
- do Descobrimento
- Grande Sertão Veredas (MG-BA)
- de Monte Pascoal
- das Nascentes do Rio Parnaíba (PI-MA-BA-TO)
- Pau Brasil

Parques estaduais
- Parque Estadual da Serra do Conduru
- Parque Estadual Morro do Chapéu
- Parque Estadual Sete Passagens

Demografia

A Bahia é o 4º estado mais populoso. E de acordo com estimativas de 2005 do IBGE, a Bahia é o 15º estado brasileiro mais povoado, sendo 13.815.334 habitantes, 564.692,7 km² e 24,46 hab./km².

Etnias

Salvador é a cidade mais negra do Brasil

Cor/Raça Porcentagem
Brancos 21%
Negros 13%
Pardos 65%

Populações Indígenas

Há também as tribos indígenas, tais como os Pataxós, que vivem na costa do atlântico-sul e no interior do estado, e Tuxá, que vivem nas margens do rio São Francisco no norte de Bahia.

Cidades mais populosas

A cidade mais populosa do estado é Salvador (capital do estado, com 2.673.560 habitantes), que também é a terceira cidade brasileira mais populosa, sendo seguida por Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro e Jequié.

Política

A história da política no estado brasileiro da Bahia confunde-se, muitas vezes, com a política do país – e boa parte dela equivale à mesma, uma vez que Salvador por muitos anos foi a capital da Colônia. Contando sempre com expoentes no cenário político nacional, a Bahia é um dos mais representativos estados da Federação.

O senador Antônio Carlos Magalhães é a princial figura política do estado, porém seu grupo político perde cada vez mais espaço. Além de terem perdido a disputa na eleição para a prefeitura da capital em 2004 para João Henrique Carneiro, do PDT, perderam também a disputa pelo governo do estado para o petista Jacques Wagner e uma cadeira do estado no Senado Federal para o ex-governador João Durval, pai do prefeito de Salvador e membro do mesmo partido político.

Subdivisões

A Bahia é geograficamente dividida pelo IBGE em quatrocentos e dezessete municípios, sete mesorregiões e trinta e duas microrregiões.
Turisticamente pela PRODETUR/BA em zonas turísticas, as quais são Baía de Todos os Santos, Costa dos Coqueiros, Costa do Dendê, Costa do Cacau, Costa das Baleias, Costa do Descobrimento, Caminhos do Oeste, Chapada Diamantina e Lagos do São Francisco.

Economicamente em Região Metropolitana de Salvador, Região Extremo Sul da Bahia, Região Oeste da Bahia, Região Serra Geral da Bahia, Região Litoral Norte da Bahia, Região Sudoeste da Bahia, Região Litoral Sul da Bahia, Região Médio São Francisco da Bahia, Região Baixo Médio São Francisco da Bahia, Região Irecê da Bahia, Região Chapada Diamantina da Bahia, Região Recôncavo Sul da Bahia, Região Piemonte da Diamantina da Bahia, Região Paraguaçu da Bahia e Região Nordeste da Bahia.

Museus

Alguns museus da Bahia são Museu Afro-Brasileiro, Museu de Arte da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Gastronômico da Bahia, Fundação Casa de Jorge Amado e Museu Geográfico da Bahia.

Festas

Na Bahia ocorre várias festas durante o ano todo, as principais são a Lavagem do Senhor do Bomfim, o Carnaval da Bahia e as diversas micaretas que ocorrem no ano todo. Há também o São João que ocorre mais no interior do estado, mas que também ocorre no Pelourinho. Na capital acontece sempre no começo do anos o Festival de Verão e no interior o Festival de Inverno.

Feriados

2 de julho – Independência da Bahia – Em comemoração ao fato histórico ocorrido nesta data.
8 de dezembro – Dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia

Literatura

Os romances estão reduzidos a pequenos versos e trechos que lembram o período medieval. O romance de Juliana e Dr. Jorge, o Conde Alberto, o Bernal Francês e muitos outros. Existe uma literatura de cordel que continua a transmitir a tradição através da cantoria dos violeiros.

Artesanato

A cerâmica ornamental e utilitária (denominada de louça de barro, uma herança de nossos índios, aperfeiçoada com a introdução do torno), renda de bilro ou de almofada, bilê e outros tipos de bordados. Objetos feitos de couro, de madeira (santeiros) e também tecelagem, pilão, gamela, bonecas de pano, metal, lapidadores de pedras, riscadores de milagres (artistas populares).

Economia

A Bahia corresponde a 36% do PIB do Nordeste e em mais da metade das exportações da região. É o sexto estado brasileiro mais rico. A economia do estado baseia-se na indústria (química, petroquímica, informática, automóbilística e suas peças), agropecuária (cana-de-açúcar, mandioca, feijão, milho, cacau e coco), mineração, turismo e nos serviços. Existe um importante Pólo petroquímico e um complexo industrial da Ford Motor Company em Camaçari, nas proximidades de Salvador.

Bahia é o principal produtor e exportador do cacau no Brasil. Além dos importantes setores da agricultura e da indústria, o estado tem também reservas consideráveis de minérios e de petróleo. Recentemente, o cultivo da soja aumentou substancialmente no oeste do estad

Regiões econômicas

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) é a mais desenvolvida do Estado da Bahia sendo adensada pela presença de suporte comercial e de serviços, sobretudo em Salvador, sua capital, com infra-estrutura diferenciada em relação às demais regiões da Bahia. A RMS possui um percentual extremamente elevado dos investimentos da indústria baiana, em função da representatividade do setor petroquímico e do novo vetor de expansão metal-mecânico.

Essa região concentra possibilidades de verticalização petroquímica e conta com projetos de implantação na área de alimentos (ração), têxtil (fiação de sisal) e construção civil (pré-moldados e painéis, alocados no segmento de extração mineral e beneficiamento). A implantação do projeto automotivo Amazon da Ford em Camaçari poderá ampliar o mercado da petroquímica estadual e estimular o segmento de transformação da petroquímica local desde que a montadora privilegie a formação da cadeia produtiva na Bahia. Além disso, deverá produzir grandes impactos sociais e econômicos na RMS.

Região Extremo Sul

A história da política no estado brasileiro da Bahia confunde-se, muitas vezes, com a política do país – e boa parte dela equivale à mesma, uma vez que Salvador por muitos anos foi a capital da Colônia. Contando sempre com expoentes no cenário político nacional, a Bahia é um dos mais representativos estados da Federação.

Região Oeste

A Bahia é geograficamente dividida pelo IBGE em quatrocentos e dezessete municípios, sete mesorregiões e trinta e duas microrregiões.
Apesar de servida pelo curso navegável do Rio São Francisco e seus afluentes, a Região Oeste ficou isolada do resto do Estado e do país até o século XVIII, quando surgiram os primeiros povoados em decorrência da penetração da pecuária extensiva. Assim, a região permaneceu com uma base econômica frágil, apoiada na pecuária extensiva, na cana-de-açúcar e produtos de subsistência e com baixo nível tecnológico, até a segunda metade da década de 1960. Nessa época, com a construção das estradas interestaduais Brasília – Barreiras -Ibotirama, BR-020/242, e Barreiras – Piauí, BR-135, e de outras vias estaduais e municipais rompeu-se o isolamento regional.

A partir do final da década de 1970, com o grande fluxo de agricultores de regiões mais desenvolvidas do país, as práticas tradicionais das culturas de subsistência começaram a ser substituídas por atividades produtivas mais dinâmicas e mais exigentes em termos tecnológicos e gerenciais, destacando-se a pecuária bovina, baseada em pastos cultivados e manejo mais racional dos rebanhos; os reflorestamentos apoiados por incentivos fiscais; a implantação de projetos agroindustriais e o início do cultivo da soja na área do cerrado.

Barreiras, que já ostentava a posição de centro emergente, continuou a desempenhar o papel de principal centro econômico do Oeste. Nesse processo, Santa Maria da Vitória, tornou-se, ao lado de Barreiras, uma das cidades de maior concentração de imigrantes. O desenvolvimento da produção de grãos e da agricultura |irrigada, com tendência à especialização na fruticultura, definiram um novo quadro para a Região Oeste. Os impactos das novas atividades inseridas na região provocaram um reordenamento das relações sociais locais, ensejando um maior poder aquisitivo e diferente padrão cultural para alguns segmentos, possibilitando acesso aos meios de consumo e concorrendo para a ampliação e diversificação da demanda nas cidades. As oligarquias regionais se desarticularam, embora as atividades tradicionais permanecessem ficando subordinadas a um novo padrão de desenvolvimento regional. A fase mais dinâmica de reestruturação da economia da Região Oeste, do final da década de 1970 até meados da década de 1980, se desenrolou sem a participação do governo do Estado e sob o comando de grupos de fora, que chegaram à Região e difundiram relações sociais, técnicas de produção e de circulação tipicamente capitalistas, alterando o cenário socioeconômico existente. Esse processo, centrado principalmente na produção comercial, foi praticado sob consideráveis inversões privadas e padrões tecnológicos e organizacionais inteiramente novos para a região, onde o uso de modernos insumos agrícolas e de práticas de irrigação implicava numa intensa utilização de capital e tecnologia, baixo uso de mão de obra permanente e redução progressiva de mão de obra sazonal, na medida em que avançava a mecanização da lavoura.

A introdução da produção de soja no cerrado propiciou a integração da região na divisão inter-regional de expansão da agricultura nacional, estabelecendo laços econômicos com a rede de comercialização dos produtos, insumos e máquinas, criando novas relações sociais nos fluxos migratórios macro-regionais e nacionais. Também a CODEVASF exerceu importante papel na introdução da tecnologia de irrigação na região dos cerrados através do perímetro de irrigação São Desidério / Barreiras Sul. As potencialidades econômicas e naturais dessa área têm atraído investimentos empresariais, principalmente na instalação de projetos de irrigação, no desenvolvimento de uma pecuária em escala econômica e na produção de grãos, apoiados na estrutura agroindustrial das cooperativas, que permite alcançar os mercados externos. Conquanto a Região Oeste seja deficiente em infra-estrutura econômica e social, os empreendimentos são pioneiros, audaciosos e inovadores. O otimismo domina a Região Oeste, que já é a mais moderna e desenvolvida da Bahia em termos agrícolas. O efeito desse progresso se materializa no grande número de núcleos urbanos surgidos nos últimos 20 anos e que se diferenciam qualitativamente dos antigos povoados da Região Oeste e vêm definir uma nova dinâmica da rede urbana regional. Na Sub-região dos Cerrados, Barreiras reafirma-se como pólo regional, seguido por Correntina e Formosa do Rio Preto e como novos núcleos populacionais destacam-se Luís Eduardo Magalhães, Rosário, Roda Velha e Balsas.

O transporte fluvial pode desempenhar importante papel em integração com o transporte rodoviário na economia da Região Oeste. A aglomeração industrial de minério (magnésio e calcário) no município de Santa Maria da Vitória também é de grande importância para a economia regional. A expansão econômica da Região Oeste no futuro requer que sejam realizados grandes investimentos na área de infra-estrutura, particularmente de energia e transporte fluvial, em sistemas de irrigação e agroindústrias.

Região Serra Geral

É a menos urbanizada da Bahia, abrangendo os municípios de Brumado, Guanambi e Caetité, dentre outros. Sua agricultura baseia-se fundamentalmente no algodão e sua principal atividade é a mineração (magnesita em Brumado, garimpos de ametista em Caetité e Licínio de Almeida e extração de urânio em Lagoa Real). Hoje, Guanambi é o principal pólo de desenvolvimento da região. Quase todos os investimentos previstos para essa região destinam-se ao segmento mineral.

Região Litoral Norte

A região conta com uma base produtiva diversificada, destacando-se a exploração de petróleo e a fruticultura (laranja e coco-da-baía). A região dispõe de algumas aglomerações industriais que se localizam em Alagoinhas (Distrito Industrial de Sauípe), Pojuca (metalurgia de ferroligas), Entre Rios e Mata de São João (laticínios) e no município de Conde (fibras de coco).

Há, também, atividades de beneficiamento de madeira derivadas do distrito florestal existente na região. Com a construção da Linha Verde, estrada litorânea que atravessa a região, está havendo grande impulso ao turismo. O Litoral Norte conta, também, com investimentos no segmento de bebidas e revestimentos cerâmicos, ambos localizados em Alagoinhas, maior pólo industrial da região.

Região Sudoeste

Abrange os municípios de Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga, dentre outros. Suas principais atividades econômicas são a pecuária, principalmente em Itapetinga, a cafeicultura em Vitória da Conquista, a indústria de transformação nessa cidade e em Jequié e o comércio e os serviços especialmente em Vitória da Conquista e Jequié. A região Sudoeste apresenta, também, um elevado crescimento na produção de carnes devido ao seu expressivo rebanho bovino e ao desenvolvimento da avicultura e suinocultura. Ela se destaca, também, na produção de leite na bacia do rio Pardo, café nos municípios de Vitória da Conquista, Barra do Choça e Planalto e hortifrutícolas em Jaguaquara e seu entorno. Em Jequié se localizam algumas indústrias alimentares e um importante pólo têxtil.

A cidade de Vitória da Conquista concentra nessa zona a maior parte dos investimentos gerados nessa região exercendo um importante papel de centro regional, industrial, comercial e de serviços. Localiza-se estrategicamente ao longo da BR-116 por onde trafega grande parte de mercadorias que circulam entre o Sudeste e o Nordeste do Brasil. O peso econômico de Vitória da Conquista associado à sua localização privilegiada como principal entreposto comercial dessa região, faz com que se credencie a liderar o processo de desenvolvimento de sua área de influência.

A localização estratégica de Vitória da Conquista lhe credencia a implantar indústrias de transformação para o atendimento de mercados local, regional e nacional e a desenvolver atividades comerciais de maior porte para o mercado regional. A cafeicultura e a agroindústria a ela associada, a pecuária bovina semi-intensiva associada à industrialização de seus produtos e subprodutos e a mineração devem merecer a máxima prioridade.

Região Litoral Sul

A Região Litoral Sul está subdividida em duas partes denominada de subárea, uma subárea que abarca região cacaueira e a outra dos municípios do litoral sul do estado.

A Região tem como municípios mais representativos Ilhéus e Itabuna. Contempla grande variedade de atividades produtivas sendo as principais o cacau e a pecuária bovina. Até a década de 1970, a participação da cacauicultura no PIB baiano era bastante significativa gerando, em conseqüência, uma grande dependência da economia da Bahia em relação à sua produção. A queda vertiginosa do preço do cacau no mercado internacional e a perda da competitividade do cacau produzido na Bahia nos últimos 20 anos fizeram com que se instalasse uma crise sem precedentes na Região Litoral Sul da Bahia.

Na superação dessa crise visualizaram-se três alternativas de solução: renovação dos cacauais, expansão da fronteira agrícola e diversificação da produção. A tentativa identificada como prioritária foi a de renovação dos cacauais decadentes de baixa produtividade que, no entanto, não produziu os resultados almejados e cujo fracasso foi atribuído a deficiências das práticas agronômicas e às características socioculturais dos agricultores, pouco abertos às inovações.

A expansão da fronteira agrícola, que constituía parte da estratégia de aumento da produção, ocorreu, todavia, em solos pobres, onde os custos de produção tornaram a cultura praticamente inviável. O Plano de Diversificação da Lavoura Cacaueira, envolvendo culturas destinadas aos mercados nacional e internacional, foi a mais importante tentativa de mitigar os efeitos estruturais da crise e reduzir a dependência da região em relação à monocultura do cacau mediante a implantação de um sistema de produção orientado para a agroindústria. A presença da CEPLAC garantiria a consistência econômica e técnica necessária a implantação de um moderno sistema de produção que, pelas suas características de complementaridade, beneficiaria a própria cacauicultura, tanto pelo efeito demonstração como pela geração de renda.

A crise da cacauicultura atingiu o clímax com o advento da “vassoura-de-bruxa” que dizimou praticamente suas áreas de produção de forma vertiginosa. Do ponto de vista econômico, a dependência histórica da região em relação à monocultura do cacau, as tentativas sem sucesso de redução dessa dependência e a concentração da economia no eixo Ilhéus – Itabuna condicionou o desenvolvimento dos outros setores da economia da região em um patamar muito aquém do que seria previsível dado o grande volume de capital gerado com a lavoura.

A subárea Cacaueira detém a grande concentração da lavoura cacaueira, respondendo, em 1993, por cerca de 84% da área colhida e 84,5% do volume da produção regional. Em meio aos cacauais, distribuem-se outros cultivos permanentes e temporários como banana, citrus, coco-da-baía, cana-de-açúcar e mandioca que, apesar de ocuparem áreas pouco significativas, contribuem, juntamente com a bovinocultura, para a ampliação da renda do produtor.

A debilidade do setor industrial nessa subárea é atribuída aos efeitos de uma economia agrária baseada na monocultura voltada para a exportação e à conseqüente formação de um segmento empresarial não afeito às necessidades de mudanças. A partir de 1960, com a adoção de incentivos fiscais e financeiros para o desenvolvimento de atividades privadas na Região Nordeste do Brasil, configura-se o sistema industrial regional, com a criação dos distritos industriais de Itabuna, Ilhéus e Itabela. Em 1992, os distritos de Ilhéus e Itabuna participavam com 25,7% das unidades instaladas em distritos industriais no Estado e o eixo Itabuna / Ilhéus concentrava 53,5% das unidades industriais da subárea. A produção industrial concentra-se nas áreas de alimentos, madeira, minerais não metálicos e eletroeletrônicas. Como inserção industrial mais recente, deve-se mencionar os investimentos para criar em Ilhéus um pólo de equipamentos eletrônicos, para o qual estão sendo atraídas indústrias montadoras, principalmente de computadores e televisores. É exatamente no complexo eletroeletrônico que a região encontra maiores perspectivas de expansão industrial.

A subárea do Extremo Sul apresenta uma base produtiva agrícola bastante diversificada, onde se destacam os cultivos perenes como cravo da índia, cacau, guaraná, seringueira, pimenta do reino, coco-da-baía, dendê, banana, laranja e café que, em conjunto, representavam 87,3% do total da área plantada na subárea em 1993. Entre as lavouras temporárias, a mandioca constitui a principal exploração, participando com 23,3% do total da área e 22,2% do volume de produção regional.

O setor industrial apresenta uma produção orientada para o mercado local e regional, concentração espacial, baixo nível tecnológico e escala reduzida. As unidades industriais concentram-se nos municípios de Valença, Camamu e Ituberá, representando 84,8% do total. Dos 15 gêneros industriais presentes na subárea, três concentram 57,8% dos estabelecimentos: madeira 23,8%, alimentos 23,0%, e minerais não metálicos 11,0%. A metalurgia corresponde a 6,8% e o setor mobiliário e produtos químicos e perfumaria totalizam 1,7%.

Região Médio São Francisco

Tem Bom Jesus da Lapa como seu principal pólo de desenvolvimento. Em Bom Jesus da Lapa está havendo a expansão na produção de frutas e hortícolas irrigadas com a mais moderna tecnologia, existem agroindústrias de conservas para exportação e um conjunto de perímetros irrigados de porte. Nessa região vem sendo incorporado um novo modo de exploração econômica aos sistemas produtivos das culturas tradicionais vigentes, orientado para a agroindústria e para a introdução da tecnologia de irrigação na produção de alimentos. Com efeito, ganham significado na sua base econômica as culturas tradicionais de cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão e arroz e, em especial, a pecuária bovina extensiva. A CODEVASF vem exercendo uma influência decisiva no processo de ocupação do espaço regional com a implantação de projetos de irrigação pública.

Os investimentos realizados pela CODEVASF, em obras de infra-estrutura hídrica na região vêm atraindo empresários do sul do país para a instalação de projetos de irrigação, pois desembolsam apenas recursos nas inversões das parcelas ou lotes.

Para desenvolver o Médio São Francisco, deve-se contemplar iniciativas que contribuam para elevar os investimentos em agricultura irrigada e agroindústrias a ela associadas, a articulação do Médio e Baixo Médio São Francisco ao Oeste da Bahia com a implantação de uma infra-estrutura de transporte hidroviário e o desenvolvimento do turismo e da pesca.

Região Baixo Médio São Francisco

Tem Juazeiro como seu principal pólo de desenvolvimento. Suas principais atividades econômicas dizem respeito à agricultura irrigada, ao comércio e aos serviços. As indústrias nela instaladas, especialmente na cidade de Juazeiro, são bastante incipientes. Foi a partir da implantação da barragem de Sobradinho que os maiores investimentos de porte baseados em tecnologia moderna foram atraídos para a região de Juazeiro. Com efeito, ganham significado na sua base econômica as culturas tradicionais de cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão e arroz e, em especial, a pecuária bovina extensiva. A CODEVASF vem exercendo uma influência decisiva no processo de ocupação do espaço regional com a implantação de projetos de irrigação pública. Os investimentos realizados pela CODEVASF em obras de infra-estrutura hídrica na região vêm atraindo empresários do sul do país para a instalação de projetos de irrigação, pois desembolsam apenas recursos nas inversões das parcelas ou lotes.

É no Baixo Médio São Francisco que se localiza a região mais modernizada e diversificada de toda a Bahia na produção de frutas para exportação com base na irrigação. A articulação da agricultura irrigada com atividades agroindustriais poderá ser um fator para viabilizar novos investimentos na região e produzir amplos efeitos econômicos. A localização de Juazeiro no trecho navegável do rio São Francisco que articula as regiões produtoras do Oeste, Médio e Baixo Médio São Francisco da Bahia pode favorecer a implantação de uma infra-estrutura de transporte hidroviário que, além de possibilitar maior integração entre essas regiões, contribuiria para o desenvolvimento do turismo. Por sua vez, o lago de Sobradinho poderia ser melhor utilizado tanto para o turismo quanto para a atividade pesqueira. Juazeiro se destaca, também, por estar na rota de mercadorias e serviços oriundos do Sudeste brasileiro e de várias regiões da Bahia para o Nordeste, e vice-versa.

Região Irecê

Essa região tem em Irecê seu pólo de desenvolvimento. Sua atividade econômica principal é a cultura do feijão de que é a maior produtora da Bahia. Recentemente, essa região vem incrementando a horticultura e a produção de frutas com sistemas produtivos modernos. Essa região praticamente não se articula com as demais do Semi-árido. Sua principal articulação é com a Macrorregião de Salvador. Sua proximidade com o vale do rio São Francisco tem contribuído para atrair novos investimentos em complexos agroindustriais como o projeto Codeverde. Na medida em que novos investimentos dessa natureza ocorram na área, o pólo de Irecê poderá se articular com os de Juazeiro no Baixo Médio São Francisco e Barreiras no Oeste.

Região Chapada Diamantina

Tem a cidade de Seabra como seu pólo principal de desenvolvimento e Lençóis, como pólo potencial. Sua principal atividade econômica é a mineração e o turismo. Para se desenvolver, deve apoiar-se, portanto, nesses dois setores e, também, na agricultura irrigada e na agroindústria a ela associada em Rio de Contas.

Região Recôncavo Sul

O Recôncavo Sul é uma das mais antigas regiões do Estado da Bahia que está a exigir uma efetiva ação governamental no sentido de integrá-la com efetividade ao processo de desenvolvimento do Estado. Suas principais cidades são Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, Nazaré e Cruz das Almas. Não estão previstos novos investimentos nessa região.

Região Piemonte da Diamantina

É uma das mais pobres e com menor grau de urbanização da Bahia. Todos os investimentos previstos para essa região dizem respeito ao complexo mineral (cimento em Campo Formoso e cobre em Jaguarari). Além da mineração, que inclui o garimpo de esmeraldas, a região possui uma importante atividade pecuária com a criação de bovinos, ovinos e caprinos com grande potencial de crescimento. Outra atividade importante diz respeito à produção de sisal.

Região Paraguaçu

Essa região tem Feira de Santana como seu município mais desenvolvido. Devido a sua proximidade da RMS, Feira de Santana beneficia-se das chamadas economias de aglomeração. É a segunda maior concentração urbana do Estado, possui o Centro Industrial do Subaé e conta com boa infra-estrutura. Esse município concentra todos os investimentos de ampliação e implantação anunciados para a região que tem, atualmente, como principais suportes econômicos, o comércio, os serviços e a indústria de transformação, especialmente na cidade de Feira de Santana, a pecuária e a mineração. Feira de Santana exerce papel proeminente na região pelo fato de possuir importantes economias de aglomeração e se constituir em entroncamento por onde circulam mercadorias oriundas do Sul/Sudeste do Brasil para o Nordeste e vice-versa e das várias regiões do próprio Estado, além de se encontrar localizada na Macrorregião de Salvador. Essa situação faz com que o município se credencie a atuar como lócus privilegiado à implantação de estruturas de serviços e indústrias voltadas para o atendimento de mercados mais amplos, regional e nacional.

Região Nordeste

Paulo Afonso é seu principal pólo de desenvolvimento. Sua atividade econômica principal é a agropecuária e a produção de energia elétrica. Potencialmente, a região de Paulo Afonso pode explorar, do ponto de vista turístico, a vantagem de se encontrar em seu território o complexo hidrelétrico que vai de Paulo Afonso a Xingó. Essa região apresenta como seu principal problema a existência de déficit hídrico em algumas de suas áreas.

Turismo

Outra principal indústria é o turismo, ao longo da costa da Bahia, que é o estado brasileiro com o maior litoral, as bonitas praias e os tesouros culturais fazem-lhe um dos principais destinos turísticos do Brasil. Além da ilha de Itaparica e Morro de São Paulo, há um grande número de praias entre Ilhéus e Porto Seguro, na costa sudeste, o norte litoral da área de Salvador, esticando para a beira com Sergipe, transformou-se um destino turístico importante, o qual ficou conhecido como Linha Verde. A Costa do Sauípe contém um dos maiores hotéis-resorts do Brasil.

Imprensa

Os principais veículos da imprensa oficial baiana são o Correio da Bahia, TV Salvador (emissora local), TV Bahia e outras emissoras que transmitem a Globo no interior do estado, todas empresas da Rede Bahia; o jornal A Tarde, que também possui uma emissora de rádio a A Tarde FM; o jornal Tribuna da Bahia; a emissora de TV, Band Bahia, e a emissora da Bandnews FM em Salvador; e as emissoras de televisão TV Aratu, TVE-BA e TV Itapoan.

Educação

Escola pública
A escola pública na Bahia é basicamente estadual e municipal, sendo que o município tem uma preocupação maior com a ensino fundamental (1ª a 4ª série) e o governo estadual com a educação fundamental também, mas só da 5ª a 8ª série, além do ensino médio. O governo federal tem pouca participação na formação direta da população, porém muitos recursos utilizados por estas instituições escolares são provenientes dos fundos federais.

Universidades
Atualmente a Bahia conta com oito universidades, sendo quatro públicas estaduais (UNEB, UEFS, UESB e UESC), duas píblicas federais (UFBA e UFRB) e duas particulares/privadas (UCSal e UNIFACS). Além dessas, o estado conta ainda com a UNIVASF, universidade de Petrolina-PE, que possui um campus em Juazeiro.

Transportes

Rede de transportes da BahiaTendo Feira de Santana como eixo polarizador, o sistema rodoviário tem como vias principais a BR-242, que liga Salvador ao oeste baiano e à capital federal; a BR-101 de sentido norte/sul com traçado paralelo ao litoral; a BR-116 que liga a metrópole ao sudoeste. Outras rodovias estaduais federais atendem ao tráfego de longa distância ou atendem as sedes dos municípios fazendo parte de um sistema combinado que se complementam a exemplo da BR-110, BR-415, BR-407, BA-099, e BA-001 rodovia litorânea.

Aeroportos

Bahia conta com dez aeroportos, sendo o Internacional Dois de Julho, também conhecido como Internacional de Salvador Deputado Luís Eduardo Magalhães, o sexto aeroporto mais movimentado do Brasil e o primeiro do nordeste, respondendo por mais de 30% do movimento de passageiros desta região do país. Abaixo os estão outros:

Aeroporto de Barreiras (BRA/SNBR) – Barreiras
Aeroporto João Durval Carneiro (FEC/SNJD) – Feira de Santana
Aeroporto Jorge Amado (IOS/SBIL) – Ilhéus
Aeroporto Chapada Diamantina (LEC/SBLE) – Lençóis
Aeroporto de Paulo Afonso (PAV/SBUF) – Paulo Afonso
Aeroporto de Porto Seguro (BPS/SBPS) – Porto Seguro
Aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo (VDC/SBQV) – Vitória da Conquista
Aeroporto de Valença (VAL/SNVB) – Valença
Aeroporto de Caravelas (CRQ/SBCV) – Caravelas

Portos

A Bahia conta com quatro portos, sendo o de Aratu, o de Ilhéus e o de Salvador marítimos e o de Juazeiro fluvial. O de Ilhéus é o maior exportador de cacau do Brasil.

Ferrovias

Umas das ferrovias que corta o estado é Estrada de Ferro Bahia-Minas.

Metrô

Está sendo contruído o primeiro metrô do estado da Bahia, o Metrô de Salvador.

Bandeira

Nenhuma lei existe criando ou disciplinando a Bandeira do Estado. Foi criada pelo médico baiano, Dr. Diocleciano Ramos que, numa reunião do Partido Republicano, propôs este símbolo como representativo da agremiação política, em 25 de maio de 1889.

Com forte inspiração na bandeira dos Estados Unidos, mesclada com um triângulo evocativo ao símbolo maçônico já adotados nas conjurações mineira e baiana – muito embora as cores azul, vermelho e branco já tivessem figurado como símbolos das revoltas de 1798, conhecida como Revolta dos Alfaiates.

O uso, entretanto, consagrado pelo povo, veio a ser obrigatório por decreto do Governador Juracy Magalhães, em 11 de junho de 1960 (Decreto nº 17628).

Brasão de Armas

Constitui-se o Brasão de Armas do Estado da Bahia dos seguintes elementos:

Timbre com uma estrela, que simboliza o Estado.
Escudo com uma embarcação com a vela içada, onde um marinheiro acena com um lenço branco e, ao fundo, vê-se o Monte Pascoal, local do primeiro avistamento de terra pela esquadra de Cabral.
Insígnia com dois tenentes sobre listel com o lema:
Per ardua surgo – que significa, numa tradução literal: “Pela dificuldade venço” ou, no sentido real: vencer apesar das dificuldades.
Tenentes: à esquerda, um homem semi-nu, com uma marreta, uma bigorna e uma roda, representando a indústria local; à direita, uma mulher com chapéu frígio (símbolo da República), carregando a Bandeira da Bahia que jaz atrás do triângulo maçônico. Encimando o Brasão, o nome do Estado e, abaixo deste, o nome do “Brasil”.

Hino

“Dois de Julho”
Letra: Ladislau dos Santos Titara / Música: José dos Santos Barreto
Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro
Nunca mais o despotismo
Referá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações
Salve, oh! Rei das campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será
Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender,
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.

Fonte: http://www.revistanordeste.com.br/regiao/bahia.jsp

3 Comentários

  1. wanderson said,

    maio 13, 2010 às 4:52 am

    Nossa, fantástico seu trabalho!

    Parabéns!

    • Alê Almeida said,

      maio 14, 2010 às 5:15 pm

      Ô Wanderson,
      Muito obrigada pelos parabéns e principalmente pela visita.
      Volte sempre.
      Abraços,
      Alê

  2. janeiro 3, 2011 às 12:10 pm

    [...] Bahia outubro, 2009 2 comentários 5 [...]


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