E foi uma abuletação da bexiga.

Migração Nordestina e o crescimento de São Paulo

A Segunda Guerra Mundial interrompe as importações de produtos e a indústria paulista inicia um processo de substituição de importações, passando a produzir no estado os produtos até então importados. O processo intensifica-se no governo de Juscelino Kubitschek, que lança as bases da indústria automotiva no ABC paulista.

Para suprir a mão-de-obra necessária, o estado passa a receber milhões de nordestinos, vindos principalmente dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraíba, que substituem os antigos imigrantes, agora compondo a classe média paulista, como operários. Estes se fixam principalmente na periferia de São Paulo e nas cidades vizinhas. Este rápido aumento populacional promove um processo de metropolização, onde São Paulo se aglomera com as cidades vizinhas, formando a Região Metropolitana de São Paulo.

Em 1960, a cidade de São Paulo torna-se a maior cidade brasileira e principal pólo econômico do país, superando o Rio de Janeiro. Este título de maior cidade brasileira deve-se a um número maior de migrantes que escolhiam vir para São Paulo (como citado acima).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%c3%A3o_Paulo

Pense num mundão de gente.

Estatísticas – Nordeste em São Paulo

Uilizando a informação sobre o lugar de residência 5 anos antes do censo, as mudanças mais importantes no saldo migratório dos Estados são observadas no Ceará, Paraná, Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O Ceará diminuiu sua perda populacional entre os dois últimos censos. No período 1986/1991, caracterizava-se como Estado expulsor de população. As saídas do Ceará caíram 23,8%, e as entradas cresceram 33,9%. Assim, seu saldo migratório passou de -123.512 indivíduos em 1991, para -23.785 em 2000.

A Bahia, que historicamente sempre se caracterizou como expulsor de população, manteve esta tendência. Seu saldo migratório, no entanto, revela uma pequena diminuição em termos absolutos, passando de -282.477, em 1986/1991, para -267.465 em 1995/2000. O volume de entradas aumentou 34,3%, mas o de saídas também cresceu (10,4%).

O saldo migratório de São Paulo caiu aproximadamente 54%, passando de 744.798 indivíduos no período de 1986/1991 para 339.926 no período de 1995/2000. Este comportamento foi conseqüência de uma redução de 12% no volume de entradas, junto com um aumento de 36% no efetivo de saídas.

O aumento das saídas se deve em parte à migração de retorno (migrantes voltando ao estado de origem). No entanto, 41% delas correspondem à movimentação de paulistas para outras Unidades da Federação. A maior parte das pessoas que saíram de São Paulo entre 1995 e 2000 foram para Minas Gerais, Paraná e Bahia. Os Estados que obtiveram o maior crescimento relativo, entre 1986/1991 e 1995/2000, no recebimento de pessoas que saíram de São Paulo foram Piauí (aumento de 115,9%), Amapá (95,5%), Ceará (83,7%) e Bahia (80,5%).

 

População Habitantes Percentual
Brasil 169.872.856  
São Paulo – SP 10.435.546 19,62%
Nascidos na Bahia morando em São Paulo
Homens 354.212 3,39%
Mulheres 423.740 4,06%
Total 777.952 7,45%
Nascidos em Pernambuco morando em São Paulo
Homens 219.409 2,10%
Mulheres 244.810 2,35%
Total 464.219 4,45%
Nascidos no Ceará morando em São Paulo
Homens 115.816 1,11%
Mulheres 119.433 1,14%
Total 235.249 2,25%
Nascidos na Paraíba morando em São Paulo
Homens 80.114 0,77%
Mulheres 82.672 0,79%
Total 162.786 1,56%
Nascidos em Alagoas morando em São Paulo
Homens 66.760 0,64%
Mulheres 78.447 0,75%
Total 145.207 1,39%
Nascidos em Piauí morando em São Paulo
Homens 47.231 0,45%
Mulheres 47.549 0,46%
Total 94.780 0,91%
Nascidos no Rio Grande do Norte morando em São Paulo
Homens 28.846 0,28%
Mulheres 29.375 0,28%
Total 58.221 0,56%
Nascidos no Maranhão morando em São Paulo
Homens 25.236 0,24%
Mulheres 30.560 0,29%
Total 55.796 0,53%
Nascidos em Sergipe morando em São Paulo
Homens 24.399 0,23%
Mulheres 28.559 0,27%
Total 52.958 0,50%
Nascidos no Nordeste morando em São Paulo
Homens 962.023 9,21%
Mulheres 1.085.145 10,39%
Total 2.047.168 19,60%
População residente no Nordeste
Homens 23.413.914 49,04%
Mulheres 24.327.797 50,96%
Total de Nordestinos 47.741.711  

Fonte: www.ctn.org.br

CTN – Centro de Tradições Nordestinas

“São Paulo possui hoje, uma população de aproximadamente 7 milhões de paulistanos de origem nordestina, um número maior do que de muitos estados da Região Nordeste. Sendo assim, o nosso principal objetivo é trazer um pouquinho da cultura e dos costumes da terra natal destas pessoas, cultivando as características dessa enorme população que por motivos diversos se afastou de lá.

O Centro de Tradições Nordestinas foi criado com o objetivo de dar atendimento especial à população Nordestina de São Paulo. A entidade de caráter social, recreativo e artístico cultural, está localizada no bairro do Limão, possui uma área de 27 mil m² onde estão instalados 32 quiosques com barzinhos servindo comida Típica do Nordeste, além de um enorme palco com pista de dança e espaço para exposições e mostras de artesanatos e arte no geral, e estacionamento para 900 carros além do fácil acesso pela Marginal Tietê e por transportes públicos.

Durante os fins de semana e feriados, no palco do CTN os shows se revezam de hora em hora, apresentando artistas profissionais e amadores para uma platéia superior a 10.000 pessoas, geralmente nordestino com suas famílias, que ali matam a saudade de seu torrão natal, dançando e cantando ritmos predominantes, degustando comida regional ou saboreando as bebidas do nordeste. Sendo assim, recebemos aproximadamente 100.000 pessoas por mês, aumentando esse número em eventos especiais. Resultando em 1.200.000 visitantes ao longo do ano.

O nível social dos freqüentadores varia desde um próspero industrial ao famoso intelectual ou ainda um humilde operário em construção.

O CTN tem instalado em sua área um busto do cantor e compositor Luiz Gonzaga, Manezinho Araújo, Zumbi, Lampião e Maria Bonita entre outros… e abrindo os portões, Padre Cícero Romão Batista e o piedoso Frei Damião, como guardiões do respeito à religiosidade do povo nordestino que ali comparece em grande número e freqüentemente para reverenciar e agradecer pela proteção ou graça recebida, além de fazer suas orações.

O CTN abre de segunda à quinta para almoço. Às sextas-feiras, sábados, feriados e vésperas, abrimos durante o dia todo, com shows de forró à noite. Aos domingos, nossa programação de shows tem início a partir do meio dia.”

 http://www.ctn.org.br