De hoje até quando eu tomar tenência.

Este blog completaria dois anos de atividades em abril, ele é fruto de um trabalho de Mídia Radical para um curso de Comunicação Social.

Na época da escolha do tema (era para uma expressão sociocultural que “necessitasse” de uma ferramenta de divulgação/mídia) fiz algumas pesquisas e cheguei aos nordestinos, pois eu percebia aqui em São Paulo o alto nível de preconceito sofrido por eles através de nós, paulistanos. Enfim, pesquisei, fiz entrevistas e de fato comprovei a minha tese (tenho aprendido que comprovamos o que queremos nesta vida).

Bom. O tempo vai, o tempo vem.

Abandonei o curso de Comunicação Social e parti para Sociologia e Política. Maysa (não é aquela do Silvio Santos) diria “meu mundo caiu”.

Pausa: a história é longa e sem graça, assim, deixarei os “entretantos e partirei logo para os finalmentes”.

Retomei, neste novo curso, o objeto do preconceito sofrido pelos nordestinos. Agora eu sei que quis dar uma requentada na história. Mas, mas, mas, meus conceitos mudaram, aliás tudo mudou, e nesta nova fase e com novas ferramentas, fui a campo.

Detectei o preconceito, mas percebi que ele é mais um problema para o preconceituoso do que para o objeto dele. Os nordestinos, residentes em São Paulo, vivem suas vidas independentemente do que pensam sobre eles e isso matou o meu argumento de pesquisa.

Confesso ainda que ao atualizar este blog, passei a sentir um certo desconforto, parecia um preconceito às avessas, entende? Os que dizem oxente ou os que dizem bá-tchê, são brasileiros e isso Deve (aquela coisa, talvez utópica, do dever ser) bastar e ampliando ainda mais o olhar, são todos seres humanos e portanto iguais e isso Deve (o mesmo dever ser) resolver as questões de preconceito.

Assim, é provável que eu não mais atualize este blog, procurarei atualizar o http://umapiruetaduaspiruetas.wordpress.com. Não é grande coisa, mas como diz o outro: é o que tem para hoje.

Pretendo, não sei quando, ter objetos mais relevantes e infelizmente são tantos: a violência, as drogas, as crianças, os idosos, etc. Não estou desmerecendo os nordestinos. Por favor. Apenas entendi que eles não são sofredores, do meu ponto de vista, são vencedores.

Beijo, abraço e aperto de mão.

Alê