Ceará

Teatro José Alencar – Fortaleza – Ceará
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O Ceará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Nordeste e tem por limites o Oceano Atlântico a norte e nordeste, o Rio Grande do Norte e a Paraíba a leste, Pernambuco a sul e o Piauí a oeste. Sua área total é de 146.348,30 km² [1], ou 9,37% da área do Nordeste e 1,7% da superfície do Brasil, ligeiramente menor que o Nepal. Sua capital é a cidade de Fortaleza.

O nome Ceará, ao pé da letra significa ao pé da letra “canta a jandaia”. Segundo o escritor José de Alencar, Ceará é nome composto de cemo – cantar forte, calmar, e ara – pequena arara ou periquito. Há também teorias de que o nome do Estado derivaria de Siriará, referência aos caranguejos do litoral.

História

As terras atualmente pertencentes ao Ceará foram doadas a Antônio Cardoso de Barros, mas este não se interessou em colonizá-las e sequer chegou a visitar a capitania. A primeira tentativa séria de colonização ocorre com Pero Coelho de Sousa, que lidera a primeira bandeira feita em 1603, demonstrando por isso certo interesse em colonizar o Ceará.

A missão dos bandeiristas era explorar o Rio Jaguaribe, combater piratas, “fazer a paz” com os indígenas e tentar encontrar metais preciosos. Após construírem o Forte de São Tiago, às margens do Rio Ceará e verificarem a inexistência de riqueza na região, Pero Coelho passou a escravizar índios, que se revoltaram e destruíram o forte, obrigando os europerus a fugirem para as ribeiras do Rio Jaguaribe, onde construíram o Forte de São Lourenço. Devido às hostilidades dos nativos e à seca de 1605-1607, Pero Coelho viu-se obrigado a deixar o Ceará.

Em 1612, sob o comando de Martim Soares Moreno (considerado posteriormente o “fundador” do Ceará), foi construído, às margens do Rio Ceará, o Forte de São Sebastião, local conhecido atualmente como Barra do Ceará (divisa entre os Municípios de Fortaleza e Caucaia).

A colonização do Estado, iniciada no século XVII, foi dificultada pela forte oposição das tribos indígenas e as invasões de piratas europeus. Só tomou impulso com a construção, na embocadura do Rio Pajeú, do forte holandês Schoonenborch, que em 1654, foi tomado pelos portugueses e passou a ser chamado Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção. Em volta dessa Fortaleza formou-se a segunda vila do Ceará, a vila do Forte, ou Fortaleza. Depois de muita disputa política entre Aquiraz e Fortaleza, a última passou a ser a capital do Ceará, oficialmente à partir de 13 de abril de 1726 (Data em que se comemora o aniversário da cidade).

Houve duas frentes de ocupação do território cearense: a do sertão-de-fora, controlada por pernambucanos que vinham pelo litoral; e a do sertão-de-dentro, dominada por baianos.Graças à pecuária e aos deslocamentos de pessoas das áreas então mais povoadas, praticamente todo o Ceará foi ocupado ao longo do tempo, levando ao nascimento de várias cidades importantes nos cruzamentos das principais estradas utilizadas pelos vaqueiros, como Icó.

Ao longo do século XVIII, a principal atividade econômica cearense foi a pecuária, levando muitos historiadores a falarem que o Ceará se transformou em uma Civilização do Couro, pois a partir do couro se faziam praticamente todos os objetos necessários à vida do sertanejo através de um rico artesanato. O comércio do charque foi decisivo para a vida econômica do Ceará ao longo do século XVIII e XIX. Com ele passou a existir uma clara divisão do trabalho entre as regiões do Estado: no litoral se encontravam as charqueadas e, no sertão, as áreas para criação de gado. O charque também permitiu o enriquecimento de proprietários de terras e de comerciantes, bem como o surgimento de um pequeníssimo mercado interno local. Durante o auge do comércio do charque, a principal cidade cearense foi Aracati, mas também floresceram outros centros regionais, como Sobral, Acaraú, Camocim e Granja. Outras cidades nasceram a partir de aldeamentos indígenas, onde os nativos (isto é, o que restava deles) eram confinados sob o controle de jesuítas, responsáveis por sua catequização e aculturação. Este foi o caso de cidades importantes como Caucaia (outrora chamada Soure), Crato, Pacajus, Messejana e Parangaba (as duas últimas atuais bairros de Fortaleza). Os indígenas cearenses foram, em sua maior parte, massacrados, embora tenham resistido até o início do século XIX. Um dos maiores exemplos de sua resistência foi a Guerra dos Bárbaros, na qual indígenas de diversas tribos (Cariri, Janduim, Baiacu, Icó, Anacé, Quixelô, Jaguaribara, Canindé, Tremembé, Acriú, etc.) se uniram para lutar contra os conquistadores, resistindo bravamente durante quase 50 anos.

No século XIX, um movimento de grande importância aconteceu no Ceará: a campanha abolicionista, que aboliu a escravidão no Estado em 25 de março de 1884, antes da Lei Áurea, que é de 1888. Foi portanto o primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura. Dentro do Ceará, o primeiro município a abolir a escravatura foi Acarape, que depois do evento, passou a ser chamado de Redenção.

O Ceará foi administrado por Pernambuco de 1656 a 1799. A subordinação política e administrativa foi um entrave ao desenvolvimento do Estado. Só com sua emancipação política, começa a se desenvolver plenamente. Sua história foi sempre marcada por lutas políticas e movimentos armados. Esta instabilidade prolongou-se durante o Império e a Primeira República, normalizando-se depois da reconstitucionalização do País, em 1945.

Cultura

Literatura cearense
O Ceará é terra de muitos escritores e poetas importantes, podendo-se citar, dentre muitos outros: José de Alencar, Gustavo Barroso, Adolfo Caminha, Antônio Sales, Rachel de Queiroz, Moreira Campos, Patativa do Assaré, João Clímaco Bezerra, etc.
A literatura cearense foi sempre caracterizada por florescer em torno de grupos literários. O primeiro desses grupos de desenvolvimento literário foi Os Oiteiros, que, embora mantendo os padrões típicos do Arcadismo, soube encontrar uma cor local para descrever o fugere urbem e o carpe diem típicos daquela escola.
José de Alencar, nascido em Messejana (hoje anexada como bairro a Fortaleza), é considerado o principal romancista do Período Romântico da literatura brasileira. Suas obras tornaram-se bastante famosas, especialmente O Guarani, Iracema e Senhora.
No final do século XIX, surgiu a Padaria Espiritual, uma agremiação cultural formada por jovens escritores, pintores e músicos. Marcada pela ironia, irreverência e espírito crítico, bem como por um “sincretismo” literário, a Padaria Espiritual se expressava por meio do jornal “O Pão”. Muitos autores criticavam as instituições e valores então vigentes. Para alguns críticos literários e historiadores, a Padaria Espiritual pode ser considerada um movimento pré-modernista que já apresentava alguns apectos do Modernismo, que só apareceria em São Paulo quase 30 anos depois. Assim, de certa forma, o Ceará foi pioneiro em desenvolver uma literatura irreverente, descompromissada e sincrética. A Academia Cearense de Letras foi fundada em 1894 e é a principal instituição literária do estado congregando os nomes mais ilustras da literatura cearense. A sua criação inspirou, alguns anos mais tarde, a formação da Academia Brasileira de Letras.

Etnias

Devido às características econômicas que sempre predominaram no Ceará (a pecuária, atividade bastante móvel, e a cotonicultura) e aos aspectos naturais da terra (como o regime períodico de secas, que gerava graves situações de escassez de alimentos em várias áreas sertanejas), a escravidão não foi muito comum nesse Estado. Assim, a população negra cearense é relativamente pequena. Predominam os mestiços, descendentes, em sua maior parte, de brancos, mulatos e caboclos que viviam como vaqueiros, pescadores, etc.

Geografia

O Ceará é cercado por formações de relevo altas, as chapadas e cuestas: a oeste é delimitado pela Costa da Ibiapaba, a leste, pela Chapada do Apodi, ao sul pela Chapada do Araripe e ao Norte pelo Oceano Atlântico. Por isso o nome de “Depressão” Sertaneja para a região central do Estado. Aflorando da Depressão Sertaneja estão as Serras e Inselbergs, que são formações montanhosas de origem sedimentar e cristalina, respectivamente.

O Ceará está no domínio da Caatinga, um bioma semi-árido exclusivamente brasileiro, caracterizado por ter seu periodo chuvoso restrito a 3 ou 4 meses do ano e alta biodiversidade. A forte sazonalidade do bioma faz com que existam fauna e flora adaptadas a tais condições ambientais. Infelizmente, a área protegida dessa vegetação endêmica brasileira é ainda muitíssimo restrita.

O clima predominante no Ceará é o semi-árido. Em pelo menos 8 meses do ano quase não chove e a temperatura média alcança 29 graus em algumas regiões do Sertão. Nos meses de chuva, normalmente fevereiro a maio (devido à irregularidade das pluviosidades, em alguns anos o período de chuvas pode extrapolar esse intervalo ou ser até menor), as temperaturas decrescem um pouco, beirando os 25 graus de média. Dependendo do local, as pluviosidades podem varia de menos de 500mm até perto de 1.000mm anuais, levando à formação de padrões diferentes de caatinga, desde as mais arbustivas até às mais arbóreas.

As serras e o litoral, no entanto, gozam de um clima menos insalubre, com temperatura e umidade mais favoráveis ao verdor. Nas serras e chapadas, a caatinga dá lugar, à medida que se eleva a altitude, ao cerradão e à floresta tropical. As pluviosidades, bem mais intensas do que na Depressão Sertaneja, variam de 1.000mm a mais de 2.000mm anuais. Nessas regiões, as temperaturas também variam mais que no resto do Estado: nos meses mais frios (particularmente julho), as mínimas podem chegar a menos de 15ºC, mas, nos meses mais quentes (notadamente novembro e dezembro), a temperatura pode atingir perto de 35ºC. No litoral, predominam os mangues e a vegetação litorânea típica. Mesmo com altitudes muito pouco elevadas, as pluviosidades e a umidade são maiores que na Depressão Sertaneja. As temperaturas médias variam de 22ºC a 32ºC.

Médias do Litoral: 24 a 28º, Média das serras: 20 a 25º. Fortaleza: Média das mínimas: 23º; Mínima absoluta: 19º; Média das máximas: 28º; máxima absoluta: 32º. A temperatura mais baixa já registrada no estado foi verificada em Jardim: 8º.

Clima

De clima semi-árido e médias térmicas não definidas, tendo média de máximas de 32°C a 33°C, e mínimas de 27°C à noite.

Economia

A maior economia do estado do Ceará é Pecuária.

Agricultura

Feijão; milho; arroz; algodão herbáceo; algodão arbóreo; castanha de caju; cana-de-açúcar; mandioca; mamona; tomate; banana; laranja; coco da baía; e mais recentemente a uva.

Pecuária

Bovinos; suínos; caprinos; equinos; aves; asininos; carcinocultura;ovinos.

Mineração

Ferro; água mineral; calcário; argila; magnésio; granito; petróleo; gás natural; sal marinho; grafita; gipsita.

Indústria

Vestuário; alimentícia; metalúrgica; têxtil; química; calçados.

Turismo

No ceará praticam-se dois tipos de turismo: o Turismo religioso, tendo em Juazeiro do Norte e Canindé suas maiores representações; e o Turismo Natural, cujos maiores destinos são as praias e as serras. Localidades do litoral: Canoa Quebrada, Camocim, Jericoacoara, Morro Branco, dentre outras. Localidades serranas: Quixadá, Guaramiranga, Ubajara, dentre outras.

Fonte: http://www.revistanordeste.com.br/regiao/ceara.jsp

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